O portal G1 apresenta uma matéria sobre professores-dao-dicas-de-temas-que-podem-cair-na-prova-do-enem-2011, vale a pena dar uma conferida!
Aos que vão fazer a prova, CALMA E BOM TRABALHO!!! Estamos com vocês.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Material para o primeiro ano e segundo ano.
Ola,
O proposito desse post é fornecer materiais para o estudo da matéria do segundo período. Inclui APs passadas e um roteiro para estudos.
O proposito desse post é fornecer materiais para o estudo da matéria do segundo período. Inclui APs passadas e um roteiro para estudos.
- Para o primeiro ano: Relações ecológicas entre os seres vivos;
- Seres vivos até Poríferos e Cnidários.
- Para o segundo ano: Mitose e Meiose;
- Síntese protéica;
- Genética - tudo aquilo que foi dado antes de grupos sanguineos.
Os links com os materiais você encontra aqui todas as APs e aqui as atividades apenas do segundo período .
Não esqueça de trabalhar sempre com o livro e o caderno.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Um power point para quem precisa estudar núcleo e divisão celular.
![]() |
| cromossomos metafásicos |
![]() |
| ceomossomos gigantes |
![]() | |||
| Ciclo celular |
A divisão celular geradora de variabilidade genética (meiose) ou conservadora de caracteres genéticos (mitose), você encontrará mais material baixando uma apresentação daqui.
Um vídeo sobre mitose:
domingo, 11 de setembro de 2011
Uma ajuda para baixar os arquivos do blog
Olá pessoas! sei que alguns não estão acostumados em baixar do rapidshare, servidor que eu uso para guardar meus arquivos na net. Observem o desenho abaixo:
Espere aparecer o nome do arquivo e clique no local indicado pela seta.
Depois é só correr pro abraço.
Beijos para todos.
Espere aparecer o nome do arquivo e clique no local indicado pela seta.
Depois é só correr pro abraço.
Beijos para todos.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Maturação de frutos.
Esse texto foi retirado do site: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/hormonios-vegetais/hormonios-vegetais.php.
"
Durante a maturação, iniciam-se mudanças que se tornam mais evidentes durante a senescência. Nos frutos que apresentam o padrão climatério de respiração (abacate, manga, caqui, pêra, maçã, pêssego) ocorre, após a colheita do fruto fisiologicamente maduro, uma diminuição gradual da taxa respiratória, determinada em termos de produção de CO2, até atingir um mínimo denominado mínimo pré-climatérico. Logo depois, inicia-se um aumento gradual e depois rápido da taxa respiratória, até atingir seu nível mais alto ou máximo climatérico ou simplesmente climatério. Após este pico de produção de CO2, há um declínio da taxa respiratória. O ponto em que o fruto se torna apto para o consumo humano coincide aproximadamente com o início da senescência e se situa no climatério ou imediatamente depois. O climatério é um excelente ponto de referência fisiológico ao qual podem relacionar-se outras mudanças que se dão durante a maturação. Outros frutos (uva, frutas cítricas) não possuem este padrão de respiração, mostram uma taxa respiratória pouco variável e apresentam uma maturação mais lenta, sem grande aumento no fornecimento de energia metabólica, causa provável do aumento climatérico da respiração. A energia liberada na respiração é utilizada na síntese de proteínas (enzimas) e outros produtos que aparecem pela primeira vez durante a maturação (pigmentos, substâncias voláteis).
O gás etileno é um produto normal da maturação de muitos frutos. Nos frutos climatéricos, o etileno começa a ser produzido ao mesmo tempo ou logo depois do início do aumento climatérico da respiração. Em seguida, a produção de etileno aumenta rapidamente até um ponto máximo, muito próximo, no tempo, da ocorrência do climatérico, e declina aceleradamente logo depois. A produção de etileno pelos frutos climatéricos é considerada essencial à sua maturação. Uma concentração interna de aproximadamente 1ppm é admitida como suficiente para induzir a maturação da maioria dos frutos climatéricos. Em frutos não climatéricos, a produção de etileno durante a maturação normal é muito reduzida. O etileno é considerado tanto o hormônio que inicia a maturação como o produto desse processo. O início da produção de etileno seria parte indispensável do processo de maturação. Após esse início, a produção autocatalítica do gás teria como objetivo acelerar e tornar mais uniforme a maturação dos frutos climatéricos.
Mudanças na cor, sabor, aroma e textura, são características importantes da maturação e senescência dos frutos. Na banana, a cor da casca muda de verde para amarela devido à decomposição da clorofila pela clorofilase e ao aparecimento da cor amarela já existente. No tomate, a mudança de cor se deve ao desaparecimento da clorofila e à síntese do licopeno. O sabor doce da maçã e da banana resulta da hidrólise do amido e da produção de açúcares. A diminuição na quantidade de ácidos orgânicos (ácido cítrico) é importante no sabor do tomate. O aroma dos frutos se deve principalmente à síntese de ésteres, aldeídos e cetonas. A mudança de textura o amolecimento do fruto resulta particularmente da atividade de enzimas hidrolíticas como a celulase, a poligalacturonase e a pectinametilesterase, que atacam a parede celular (celulose) e a lamela média (pectinas). O amolecimento é uma das características mais marcantes da maturação e da senescência de frutos como o abacate, o caqui, o figo e o pêssego.
A coloração de frutos em atmosferas com pressões reduzidas (100-200 mm Hg) impede que se formem, no interior do fruto, concentrações de etileno capazes de iniciar a maturação e retarda consideravelmente este processo. Também nessas atmosferas a baixa pressão de O2 inibe a produção e ação do etileno. A colocação de frutos em atmosferas modificadas, com altas concentrações de CO2 (5 a 10%), gás antagonista do etileno, e baixas concentrações de O2 (3 a 5%), retarda também a maturação de frutos"
Auxinas: São os compostos que provocam o alongamento nas células dos brotos de plantas. As auxinas são sintetizadas e apresentam as concentrações mais altas nas áreas meristemáticas do broto e da raiz, áreas nas quais as células se dividem rapidamente para renovar o seu crescimento. As auxinas são deslocadas por toda a planta a partir dessas áreas.
Quando aplicada externamente às extremidades de caules incisos, a auxina estimula sua formação. Em dosagens excessivas, porém, inibe a formação de raízes. Em geral, o tecido da raiz é consideravelmente mais sensível à auxina do que o tecido do caule. Portanto, as concentrações de auxina mais favoráveis para o alongamento do caule normalmente resultam na inibição do desenvolvimento da raiz.
Essa sensibilidade diferenciada faz com que as extremidades do broto das plantas apresentem um geotropismo negativo, isto é, fiquem voltadas para cima, quando colocadas em posição horizontal; nessas mesmas condições, as extremidades da raiz apresentam um geotropismo positivo, ou seja, ficam voltadas para baixo, para dentro do solo. Quando a gravidade faz com que a auxina se acumule na parte inferior do caule, as células mais baixas se alongam mais do que as de cima, fazendo com que a extremidade que está em crescimento se volte para cima. No caso da raiz, entretanto, a situação é inversa. A concentração maior de auxina na parte inferior inibe o alongamento das células naquele local, e o alongamento relativamente maior das células superiores faz com que a extremidade da raiz se volte para baixo.
A auxina também provoca reações fototrópicas, ou seja, reage à luz. Visto que a luz aparentemente tende a destruir uma auxina no meristema, a parte do broto que fica distante da luz sofrerá um maior alongamento celular, e fará com que a extremidade do broto se curve na direção da luz.
A auxina também controla a dominância apical, o fenômeno através do qual o crescimento dos botões laterais ao longo do caule de uma planta é controlado pela presença de um botão terminal, ou apical. As pesquisas indicam que as concentrações de auxinas produzidas no botão fazem com que a extremidade do caule cresça, mas, quando deslocadas para baixo no caule, inibem o crescimento de botões laterais. As coníferas, árvores nas quais a dominância apical se expressa com força, têm uma verticalidade diferente da de árvores tais como olmos e bordos maduros.
Após a polinização de uma flor, os tecidos da parede do ovário e um receptáculo crescem rapidamente, resultando no desenvolvimento de um fruto grande e polpudo. Esse crescimento é gerado pelo crescimento celular, um processo mediado pela auxina. Sabe-se que algumas frutas podem ser produzidas sem polinização ao se aplicar auxina artificialmente e no momento certo a um órgão floral, como, por exemplo, o estigma. Este processo de produção de frutas sem polinização é conhecido como desenvolvimento partenocárpico e resulta em frutas sem sementes.
À medida em que as frutas ou as folhas amadurecem, elas produzem camadas especializadas de células nos seus talos, chamadas de zonas de abscisão. Com o tempo, o tecido de ligação entre duas das camadas dessas células se dissolve, e a fruta ou a folha cai. Essa separação natural das folhas e das frutas da planta, chamada de abscisão, é acionada por alterações na concentração de auxina em toda a área de abscisão.
Embora a auxina natural mais amplamente encontrada nas plantas seja o ácido indolil-3 acético, ou AIA, este é muito menos usado na agricultura que as auxinas sintéticas, tais como o ácido indolbutírico (AIB), o ácido naftalenacético (ANA) e o ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D). O motivo é que o AIA é continuamente quebrado por sistemas de enzimas na planta, ao passo que os compostos sintéticos não são sujeitos a tal degradação. Conseqüentemente, pequenas doses de auxinas sintéticas podem resultar em efeitos amplos e duradouros.
As auxinas sintéticas têm uma ampla gama de usos. São empregadas para aprimorar a formação de raízes de brotos de plantas que, de outro modo, teriam dificuldade para criar raízes; para induzir o desenvolvimento de frutas partenocárpicas, tais como tomates de estufas em baixas condições de polinização; e para tornar esparsos flores e frutos jovens ao induzir a abscisão no início da época de crescimento, o que aumenta o tamanho e a qualidade dos frutos restantes. As auxinas sintéticas também são usadas para evitar a queda de frutos cítricos e de maçãs antes da época da colheita. Outro emprego comum das auxinas sintéticas é erradicar alguns tipos de ervas daninhas seletivamente.
Giberelinas: são amplamente distribuídas nas plantas e regulam muitas funções importantes. Em 1965, 13 formas moleculares levemente diferentes que se distinguem muito em termos de atividade biológica já haviam sido descobertas. A giberelina mais produzida comercialmente é o ácido giberélico, conhecido por AG3.
As giberelinas exercem um papel importante no crescimento das plantas. Por exemplo, o nanismo vegetal genético resulta em entrenós muito curtos, isto é, em pedaços de caules curtos entre os nódulos onde surgem as folhas. O crescimento reduzido de caules de plantas geneticamente anãs é provocado pelo bloqueio genético da produção normal de giberelina pelo metabolismo vegetal. Quando se fornece giberelina externamente a plantas anãs, a planta cresce e se desenvolve normalmente.
Muitas plantas bienais requerem exposição a um período de baixas temperaturas ou a dias longos, ou a ambos, para produzir um talo alongado para florescer. Muitas dessas plantas, sob condições que normalmente provocariam um crescimento vegetativo contínuo, podem ser forçadas a produzir esse talo com a aplicação de ácido giberélico.
Além disso, demonstrou-se que as giberelinas, assim como as auxinas, são capazes de provocar o desenvolvimento partenocárpico de frutas. São aplicadas com regularidade e comercialmente na produção de cachos de uvas maiores e mais bem proporcionados.
Durante a germinação das sementes, as giberelinas e as auxinas interagem de maneira delicada. Depois que a semente capturou a água, o embrião produz a giberelina, que aciona a síntese de enzimas responsáveis pela produção da auxina. A giberelina também promove o alongamento da raiz primária ao mesmo tempo em que os níveis mais altos de auxinas fazem com que o tegumento da semente enfraqueça e a planta embrionária cresça. Como está um passo à frente no ciclo, a raiz emerge primeiro da semente, seguida pela copa da planta. Altos níveis de auxina podem provocar a expansão rápida do caule primário, o que, por fim, faz o topo do broto atravessar a superfície do solo.
Citoquininas ou quininas: grupo de hormônios que promove a divisão celular ao invés do alongamento celular. As citoquininas surgem nas raízes das plantas e são transportadas para cima até os brotos. É possível que também se originem em algumas folhas e brotos jovens. A primeira citoquinina a ser conhecida, a cinetina, foi isolada de um animal (do ADN do sêmen do arenque). Mas outras têm ampla ocorrência em plantas e já foram isoladas e caracterizadas quimicamente.
As citoquininas parecem ser as grandes "normatizadoras" do crescimento de plantas. Têm um papel importante no desenvolvimento controlado e organizado da forma e da estrutura das plantas superiores. Quando adicionadas a culturas assépticas nas concentrações adequadas, as citoquininas provocam a diferenciação dos grupos de células que formam os tecidos que eventualmente se tornarão as diferentes partes das plantas. A descoberta desse fato na década de 1940 estabeleceu o arcabouço para sucessos experimentais posteriores. No início da década de 1960, já se criavam plantas inteiras suspensas em meios nutritivos artificiais a partir de células únicas e indiferenciadas.
Outra função importante da citoquinina é a inibição da senescência, isto é, do envelhecimento, principalmente em culturas de vegetais de folhas verdes. Os hormônios aumentam a retenção de algumas substâncias, tais como aminoácidos, dentro da célula. Conseqüentemente, tais substâncias podem retornar ao ciclo através da síntese de proteínas, que são essenciais para o crescimento e a reparação de tecidos. Desse modo, o envelhecimento, o amarelecimento e a conseqüente perda de qualidade mercadológica dos produtos colhidos é consideravelmente retardada. Uma citoquinina sintética, a benziladenina, está começando a ser usada experimentalmente como inibidor de senescência em muitos tipos de plantas verdes, tais como alface, brócolis e aipo.
Hormônios do florescimento: são o florigen e a vernalina. O florigen foi postulado e nomeado pelo fisiologista de plantas russo M. K. Cajlachjan em 1937. As pesquisas recentes indicam que o florigen consiste de dois componentes principais: giberelina e outros fatores de formação de flores chamados de antesinas.
A giberelina parece ser necessária para a formação de flores em plantas de dias longos, isto é, plantas que precisam de relativamente muitas horas de luz do dia para florescer. O florescimento em plantas de dias curtos, aquelas que só florescem se houver menos do que uma quantidade máxima de luz do dia, provavelmente é promovido pelas antesinas. Acredita-se que estas são produzidas nas folhas. Estão sendo feitos esforços para isolá-las e caracterizá-las.
Venalina: hormônio que se acredita ser essencial para o florescimento em cultivos bienais que requerem frio, tais como o trigo de inverno. É produzida nos embriões de sementes em fase de germinação ou nas células que se dividem nos meristemas apicais, ou extremidades em crescimento, de plantas maduras. O hormônio, nomeado pelo fisiologista Johann G. F. Melchers em 1939, ainda não foi extraído de plantas, nem mesmo em uma forma rudimentar.
Dorminas: inibem o crescimento de plantas ao fazerem os brotos em crescimento ativo adormecer. Foram descobertas quase que simultaneamente, em 1963 e 1964, por pesquisadores na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O segundo grupo batizou a principal substância isolada de abscisina II.
Vitaminas B: tiamina, niacina e piridoxina (todas vitaminas do complexo B) às vezes são incluídas entre os hormônios vegetais. Essas substâncias, produzidas nas folhas das plantas, são mais associadas ao crescimento e à nutrição do que a alterações de forma.
Retardadores sintéticos de crescimento: algumas substâncias de crescimento sintéticas, desenvolvidas desde 1950, provocam o encurtamento dos entrenós, o endurecimento de caules e o escurecimento da cor verde na folhagem. Elas também aumentam a resistência das plantas à seca, ao frio e aos poluentes do ar. Em algumas plantas, como macieiras e azaléias, também encorajam a formação de flores ao desacelerar o crescimento vegetativo. Duas dessas substâncias químicas, vendidas sob os nomes Phosphon e Cytocel, são usadas extensamente na produção de frutas e em muitos cultivos de flores de estufa.
À medida em que o conhecimento de muitos tipos de hormônios reguladores de plantas aumenta, o ser humano obtém maior controle sobre o crescimento e o desenvolvimento de produtos agrícolas, aumentando sua capacidade de moldar as características desses produtos às necessidades do consumidor.
"
Maturação de frutos
Na fase final do desenvolvimento do fruto da planta, ocorre a maturidade fisiológica. A continuação do desenvolvimento do fruto ou maturação, que o torna comestível para o ser humano, pode ocorrer depois de sua separação da planta. A senescência ou degradação final é a parte terminal da maturação. Nos frutos que apresentam, durante a maturação, o padrão climatério de respiração, o pico respiratório ou climatério separa o fim do desenvolvimento e o início da senescência.Durante a maturação, iniciam-se mudanças que se tornam mais evidentes durante a senescência. Nos frutos que apresentam o padrão climatério de respiração (abacate, manga, caqui, pêra, maçã, pêssego) ocorre, após a colheita do fruto fisiologicamente maduro, uma diminuição gradual da taxa respiratória, determinada em termos de produção de CO2, até atingir um mínimo denominado mínimo pré-climatérico. Logo depois, inicia-se um aumento gradual e depois rápido da taxa respiratória, até atingir seu nível mais alto ou máximo climatérico ou simplesmente climatério. Após este pico de produção de CO2, há um declínio da taxa respiratória. O ponto em que o fruto se torna apto para o consumo humano coincide aproximadamente com o início da senescência e se situa no climatério ou imediatamente depois. O climatério é um excelente ponto de referência fisiológico ao qual podem relacionar-se outras mudanças que se dão durante a maturação. Outros frutos (uva, frutas cítricas) não possuem este padrão de respiração, mostram uma taxa respiratória pouco variável e apresentam uma maturação mais lenta, sem grande aumento no fornecimento de energia metabólica, causa provável do aumento climatérico da respiração. A energia liberada na respiração é utilizada na síntese de proteínas (enzimas) e outros produtos que aparecem pela primeira vez durante a maturação (pigmentos, substâncias voláteis).
O gás etileno é um produto normal da maturação de muitos frutos. Nos frutos climatéricos, o etileno começa a ser produzido ao mesmo tempo ou logo depois do início do aumento climatérico da respiração. Em seguida, a produção de etileno aumenta rapidamente até um ponto máximo, muito próximo, no tempo, da ocorrência do climatérico, e declina aceleradamente logo depois. A produção de etileno pelos frutos climatéricos é considerada essencial à sua maturação. Uma concentração interna de aproximadamente 1ppm é admitida como suficiente para induzir a maturação da maioria dos frutos climatéricos. Em frutos não climatéricos, a produção de etileno durante a maturação normal é muito reduzida. O etileno é considerado tanto o hormônio que inicia a maturação como o produto desse processo. O início da produção de etileno seria parte indispensável do processo de maturação. Após esse início, a produção autocatalítica do gás teria como objetivo acelerar e tornar mais uniforme a maturação dos frutos climatéricos.
Mudanças na cor, sabor, aroma e textura, são características importantes da maturação e senescência dos frutos. Na banana, a cor da casca muda de verde para amarela devido à decomposição da clorofila pela clorofilase e ao aparecimento da cor amarela já existente. No tomate, a mudança de cor se deve ao desaparecimento da clorofila e à síntese do licopeno. O sabor doce da maçã e da banana resulta da hidrólise do amido e da produção de açúcares. A diminuição na quantidade de ácidos orgânicos (ácido cítrico) é importante no sabor do tomate. O aroma dos frutos se deve principalmente à síntese de ésteres, aldeídos e cetonas. A mudança de textura o amolecimento do fruto resulta particularmente da atividade de enzimas hidrolíticas como a celulase, a poligalacturonase e a pectinametilesterase, que atacam a parede celular (celulose) e a lamela média (pectinas). O amolecimento é uma das características mais marcantes da maturação e da senescência de frutos como o abacate, o caqui, o figo e o pêssego.
A coloração de frutos em atmosferas com pressões reduzidas (100-200 mm Hg) impede que se formem, no interior do fruto, concentrações de etileno capazes de iniciar a maturação e retarda consideravelmente este processo. Também nessas atmosferas a baixa pressão de O2 inibe a produção e ação do etileno. A colocação de frutos em atmosferas modificadas, com altas concentrações de CO2 (5 a 10%), gás antagonista do etileno, e baixas concentrações de O2 (3 a 5%), retarda também a maturação de frutos"
PRINCIPAIS CLASSES DE HORMÔNIOS VEGETAIS
Os hormônios vegetais podem ser agrupados em diversas classes principais. Essas classes são determinadas pelas características químicas dos hormônios ou pelos efeitos que exercem sobre as plantas.Auxinas: São os compostos que provocam o alongamento nas células dos brotos de plantas. As auxinas são sintetizadas e apresentam as concentrações mais altas nas áreas meristemáticas do broto e da raiz, áreas nas quais as células se dividem rapidamente para renovar o seu crescimento. As auxinas são deslocadas por toda a planta a partir dessas áreas.
Quando aplicada externamente às extremidades de caules incisos, a auxina estimula sua formação. Em dosagens excessivas, porém, inibe a formação de raízes. Em geral, o tecido da raiz é consideravelmente mais sensível à auxina do que o tecido do caule. Portanto, as concentrações de auxina mais favoráveis para o alongamento do caule normalmente resultam na inibição do desenvolvimento da raiz.
Essa sensibilidade diferenciada faz com que as extremidades do broto das plantas apresentem um geotropismo negativo, isto é, fiquem voltadas para cima, quando colocadas em posição horizontal; nessas mesmas condições, as extremidades da raiz apresentam um geotropismo positivo, ou seja, ficam voltadas para baixo, para dentro do solo. Quando a gravidade faz com que a auxina se acumule na parte inferior do caule, as células mais baixas se alongam mais do que as de cima, fazendo com que a extremidade que está em crescimento se volte para cima. No caso da raiz, entretanto, a situação é inversa. A concentração maior de auxina na parte inferior inibe o alongamento das células naquele local, e o alongamento relativamente maior das células superiores faz com que a extremidade da raiz se volte para baixo.
A auxina também provoca reações fototrópicas, ou seja, reage à luz. Visto que a luz aparentemente tende a destruir uma auxina no meristema, a parte do broto que fica distante da luz sofrerá um maior alongamento celular, e fará com que a extremidade do broto se curve na direção da luz.
A auxina também controla a dominância apical, o fenômeno através do qual o crescimento dos botões laterais ao longo do caule de uma planta é controlado pela presença de um botão terminal, ou apical. As pesquisas indicam que as concentrações de auxinas produzidas no botão fazem com que a extremidade do caule cresça, mas, quando deslocadas para baixo no caule, inibem o crescimento de botões laterais. As coníferas, árvores nas quais a dominância apical se expressa com força, têm uma verticalidade diferente da de árvores tais como olmos e bordos maduros.
Após a polinização de uma flor, os tecidos da parede do ovário e um receptáculo crescem rapidamente, resultando no desenvolvimento de um fruto grande e polpudo. Esse crescimento é gerado pelo crescimento celular, um processo mediado pela auxina. Sabe-se que algumas frutas podem ser produzidas sem polinização ao se aplicar auxina artificialmente e no momento certo a um órgão floral, como, por exemplo, o estigma. Este processo de produção de frutas sem polinização é conhecido como desenvolvimento partenocárpico e resulta em frutas sem sementes.
À medida em que as frutas ou as folhas amadurecem, elas produzem camadas especializadas de células nos seus talos, chamadas de zonas de abscisão. Com o tempo, o tecido de ligação entre duas das camadas dessas células se dissolve, e a fruta ou a folha cai. Essa separação natural das folhas e das frutas da planta, chamada de abscisão, é acionada por alterações na concentração de auxina em toda a área de abscisão.
Embora a auxina natural mais amplamente encontrada nas plantas seja o ácido indolil-3 acético, ou AIA, este é muito menos usado na agricultura que as auxinas sintéticas, tais como o ácido indolbutírico (AIB), o ácido naftalenacético (ANA) e o ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D). O motivo é que o AIA é continuamente quebrado por sistemas de enzimas na planta, ao passo que os compostos sintéticos não são sujeitos a tal degradação. Conseqüentemente, pequenas doses de auxinas sintéticas podem resultar em efeitos amplos e duradouros.
As auxinas sintéticas têm uma ampla gama de usos. São empregadas para aprimorar a formação de raízes de brotos de plantas que, de outro modo, teriam dificuldade para criar raízes; para induzir o desenvolvimento de frutas partenocárpicas, tais como tomates de estufas em baixas condições de polinização; e para tornar esparsos flores e frutos jovens ao induzir a abscisão no início da época de crescimento, o que aumenta o tamanho e a qualidade dos frutos restantes. As auxinas sintéticas também são usadas para evitar a queda de frutos cítricos e de maçãs antes da época da colheita. Outro emprego comum das auxinas sintéticas é erradicar alguns tipos de ervas daninhas seletivamente.
Giberelinas: são amplamente distribuídas nas plantas e regulam muitas funções importantes. Em 1965, 13 formas moleculares levemente diferentes que se distinguem muito em termos de atividade biológica já haviam sido descobertas. A giberelina mais produzida comercialmente é o ácido giberélico, conhecido por AG3.
As giberelinas exercem um papel importante no crescimento das plantas. Por exemplo, o nanismo vegetal genético resulta em entrenós muito curtos, isto é, em pedaços de caules curtos entre os nódulos onde surgem as folhas. O crescimento reduzido de caules de plantas geneticamente anãs é provocado pelo bloqueio genético da produção normal de giberelina pelo metabolismo vegetal. Quando se fornece giberelina externamente a plantas anãs, a planta cresce e se desenvolve normalmente.
Muitas plantas bienais requerem exposição a um período de baixas temperaturas ou a dias longos, ou a ambos, para produzir um talo alongado para florescer. Muitas dessas plantas, sob condições que normalmente provocariam um crescimento vegetativo contínuo, podem ser forçadas a produzir esse talo com a aplicação de ácido giberélico.
Além disso, demonstrou-se que as giberelinas, assim como as auxinas, são capazes de provocar o desenvolvimento partenocárpico de frutas. São aplicadas com regularidade e comercialmente na produção de cachos de uvas maiores e mais bem proporcionados.
Durante a germinação das sementes, as giberelinas e as auxinas interagem de maneira delicada. Depois que a semente capturou a água, o embrião produz a giberelina, que aciona a síntese de enzimas responsáveis pela produção da auxina. A giberelina também promove o alongamento da raiz primária ao mesmo tempo em que os níveis mais altos de auxinas fazem com que o tegumento da semente enfraqueça e a planta embrionária cresça. Como está um passo à frente no ciclo, a raiz emerge primeiro da semente, seguida pela copa da planta. Altos níveis de auxina podem provocar a expansão rápida do caule primário, o que, por fim, faz o topo do broto atravessar a superfície do solo.
Citoquininas ou quininas: grupo de hormônios que promove a divisão celular ao invés do alongamento celular. As citoquininas surgem nas raízes das plantas e são transportadas para cima até os brotos. É possível que também se originem em algumas folhas e brotos jovens. A primeira citoquinina a ser conhecida, a cinetina, foi isolada de um animal (do ADN do sêmen do arenque). Mas outras têm ampla ocorrência em plantas e já foram isoladas e caracterizadas quimicamente.
As citoquininas parecem ser as grandes "normatizadoras" do crescimento de plantas. Têm um papel importante no desenvolvimento controlado e organizado da forma e da estrutura das plantas superiores. Quando adicionadas a culturas assépticas nas concentrações adequadas, as citoquininas provocam a diferenciação dos grupos de células que formam os tecidos que eventualmente se tornarão as diferentes partes das plantas. A descoberta desse fato na década de 1940 estabeleceu o arcabouço para sucessos experimentais posteriores. No início da década de 1960, já se criavam plantas inteiras suspensas em meios nutritivos artificiais a partir de células únicas e indiferenciadas.
Outra função importante da citoquinina é a inibição da senescência, isto é, do envelhecimento, principalmente em culturas de vegetais de folhas verdes. Os hormônios aumentam a retenção de algumas substâncias, tais como aminoácidos, dentro da célula. Conseqüentemente, tais substâncias podem retornar ao ciclo através da síntese de proteínas, que são essenciais para o crescimento e a reparação de tecidos. Desse modo, o envelhecimento, o amarelecimento e a conseqüente perda de qualidade mercadológica dos produtos colhidos é consideravelmente retardada. Uma citoquinina sintética, a benziladenina, está começando a ser usada experimentalmente como inibidor de senescência em muitos tipos de plantas verdes, tais como alface, brócolis e aipo.
Hormônios do florescimento: são o florigen e a vernalina. O florigen foi postulado e nomeado pelo fisiologista de plantas russo M. K. Cajlachjan em 1937. As pesquisas recentes indicam que o florigen consiste de dois componentes principais: giberelina e outros fatores de formação de flores chamados de antesinas.
A giberelina parece ser necessária para a formação de flores em plantas de dias longos, isto é, plantas que precisam de relativamente muitas horas de luz do dia para florescer. O florescimento em plantas de dias curtos, aquelas que só florescem se houver menos do que uma quantidade máxima de luz do dia, provavelmente é promovido pelas antesinas. Acredita-se que estas são produzidas nas folhas. Estão sendo feitos esforços para isolá-las e caracterizá-las.
Venalina: hormônio que se acredita ser essencial para o florescimento em cultivos bienais que requerem frio, tais como o trigo de inverno. É produzida nos embriões de sementes em fase de germinação ou nas células que se dividem nos meristemas apicais, ou extremidades em crescimento, de plantas maduras. O hormônio, nomeado pelo fisiologista Johann G. F. Melchers em 1939, ainda não foi extraído de plantas, nem mesmo em uma forma rudimentar.
Dorminas: inibem o crescimento de plantas ao fazerem os brotos em crescimento ativo adormecer. Foram descobertas quase que simultaneamente, em 1963 e 1964, por pesquisadores na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O segundo grupo batizou a principal substância isolada de abscisina II.
Vitaminas B: tiamina, niacina e piridoxina (todas vitaminas do complexo B) às vezes são incluídas entre os hormônios vegetais. Essas substâncias, produzidas nas folhas das plantas, são mais associadas ao crescimento e à nutrição do que a alterações de forma.
Retardadores sintéticos de crescimento: algumas substâncias de crescimento sintéticas, desenvolvidas desde 1950, provocam o encurtamento dos entrenós, o endurecimento de caules e o escurecimento da cor verde na folhagem. Elas também aumentam a resistência das plantas à seca, ao frio e aos poluentes do ar. Em algumas plantas, como macieiras e azaléias, também encorajam a formação de flores ao desacelerar o crescimento vegetativo. Duas dessas substâncias químicas, vendidas sob os nomes Phosphon e Cytocel, são usadas extensamente na produção de frutas e em muitos cultivos de flores de estufa.
À medida em que o conhecimento de muitos tipos de hormônios reguladores de plantas aumenta, o ser humano obtém maior controle sobre o crescimento e o desenvolvimento de produtos agrícolas, aumentando sua capacidade de moldar as características desses produtos às necessidades do consumidor.
Fonte: www.vestibular1.com.br
Para mais leitura clique Efeito fisiológico.pdf .
Para mais leitura clique Efeito fisiológico.pdf .
Efeito fisiológico | Auxinas | GA | Citocininas | ABA | Etileno |
Resposta a tropismos | Sim | Sim | Não | Sim | Sim |
Crescimento de secção de coleóptilo de aveia | Sim* | Sim* | Sim, Ativa | Inibe | Inibe* |
Aumento de tamanho de células em C.T. | Sim | Sim | Sim | Não | Não |
Controle da diferenciação em C.T. | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
Estimula enraizamento de estacas | Sim | Não | Variável | Sim* | Sim |
Inibe desenvolvimento radicular | Sim | Não | Não se sabe | Sim | Sim |
Estimula divisão de câmbio | Sim | Sim | Sim | Inibe* | Não |
Abscisão de folhas e frutos | Sim | Não | Sim | Sim | Sim |
Ativa crescimento de frutos | Sim | Sim | Sim* | Não | Não |
Afeta crescimento de caules (hastes) | Não | Ativa | Não | Inibe | Inibe |
Interrompe o repouso de gemas vegetativas | Não | Sim | Sim | Inibe | Sim* |
Favorece a germinação de algumas sementes | Não | Sim | Não | Inibe | Sim* |
Favorece síntese de amilase em grãos | Não | Sim | Sim | Inibe | Não |
Manutenção da dominância apical | Sim | Sim | Não | Não se sabe | Sim |
Inibe a degradação de proteínas e clorofila na senescência | Sim* | Sim | Sim* | Não, acelera | Não, acelera |
Ativa o pico climatérico no processo de maturação de frutos | Não se sabe | Não | Não | Não | Sim |
Para aqueles que ainda não possuem o WINRAR
Este programa de descompressão de arquivos muito usado na internet.
Para baixar a versão de avaliação clique winrar-portugues .
Para baixar a versão de avaliação clique winrar-portugues .
Assinar:
Postagens (Atom)




