Meus queridos, tive muitos problemas com a internet durante esse ano que vai acabar em breve. Mudei de serviço de banda larga e acho que tudo entrará nos eixos.
Agradeço todos os que visitaram o espaço e interagiram deixando seus comentários. Ano que vem - 2011 - será um ano de maior interatividade e trabalho.
Sejam sempre benvindos!
Um beijo para todos e muita saúde!
sábado, 18 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
CORREÇÃO DA PROVA DE BIOLOGIA 2º ANO
Baixe a correção clicando AQUI .
Espero que todos tenho se saido muito bem!
Mais uma vez a postagem dda correção do teste para a turma 2º ANO SG..
Espero que todos tenho se saido muito bem!
Mais uma vez a postagem dda correção do teste para a turma 2º ANO SG..
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Correção do teste do 2º ano SG.
1) Dois casais desconfiavam da troca de seus bebês no berçário de um hospital. Os casais e os bebês foram submetidos à tipagem do sangue quanto ao sistema ABO. Os resultados estão mostrados abaixo.
Bebê nº1: O Sra. Lucchesi: B Sra. Hart: B
Bebê nº2: A Sr. Lucchesi: AB Sr. Hart: B
a) Explique como foi possível resolver a troca dos bebês. (0,5)
a) O bebê nª1 é filho do casal Hart, enquanto o bebê nª2 é filho do casal Lucchesi. O senhor Lucchesi, sendo do grupo AB (IAIB), não pode ter filhos do grupo O (ii).
b) Qual a probabilidade de que um futuro irmão do bebê nº2 venha a ter o mesmo tipo de sangue que ele? (0,5)
b) 1/4 ou 25%.
2) Duas mulheres disputam a maternidade de uma criança que, ao nascer, apresentou a doença hemolítica ou eritroblastose fetal. O sangue das duas mulheres foi testado com o uso do soro anti-Rh (anti-D), e os resultados são representados abaixo.
O sangue da mulher 1 sofreu aglutinação, logo, ela é Rh+ e não pode ser a mãe de uma criança que teve a doença hemolítica. A mulher 2 é Rh- e, por isso, pode ser a mãe da criança.
3) Três amostras idênticas de células animais foram colocadas, cada uma, respectivamente, nas soluções X, Y e Z cujas concentrações salinas são distintas. A variação do volume celular, acompanhada ao longo de certo tempo, está representada no gráfico abaixo.
Classifique, quanto à tonicidade, as soluções X, Y e Z. Justifique sua resposta.
A solução X é hipotônica por isso a célula aumentou seu volume, ganhou água.
A solução Y é isotônica, pois o volume celular não sofreu alteração ao longo do tempo.
A solução Z é hipertônica, note que a célula perde água ao longo do tempo.4) A mutação em um gene, por consequência da substituição de uma única base na estrutura do DNA, pode acarretar modificações importantes na atividade biológica da proteína codificada por esse gene. Considere que, a estrutura normal de um RNAm de um peptídio e sua estrutura alterada em virtude da troca de uma única base no gene correspondente são:
5’ AUGUGGUUUGCACACAAAUGAUAA 3’ (normal)
5’ AUGUGGUUUGAACACAAAUGAUAA 3’ (alterada)
A tabela abaixo identifica alguns codons.
Observe que:
- o codon da metionina é também o do início da tradução;
- os codons de término da tradução são UAA, UAG e UGA.
O aminoácido encontrado no peptídio normal e aquele que o substituiu no peptídio mutante são, respectivamente:
O aminoácido do peptídio normal é a ALANINA e o aminoácido do peptídio mutante é o Ácido Glutâmico.
Se alguém desejar pode baixar uma cópia em PDF deste arquivo AQUI .
Se alguém desejar pode baixar uma cópia em PDF deste arquivo AQUI .
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Galera do primeiro ano, vamos trabalhar!!
1) Quais as características comuns a todos os artrópodes?
2) Que diferenças fundamentais existem entre um inseto e um aracnídeo?
3) Nos insetos, o sistema respiratório está desvinculado do circulatório.
A) Como é este sistema respiratório?
B) Qual a função do sistema circulatório nesses organismos?
4) Os insetos apresentam três tipos de desenvolvimento pós-embrionário. Que tipos de desenvolvimento são estes?
5) Numa população de abelhas, quem apresenta maior variabilidade genética: os machos ou as fêmeas? Explique sua resposta.
6) 6) (UEPB) As estruturas sensoriais microscópicas que realizam função tátil e olfativa nos insetos estão localizadas:
a) nas antenas;
b) nas quelíceras;
c) nos ocelos;
d) nos pedipalpos;
e) no aparelho bucal.
7) 7) (MED. SANTOS) As alternativas apresentam estruturas encontradas nos insetos. Assinale a relação que está correta:
a) traquéia - espiráculo;
b) peças bucais - ferrão;
c) olho composto - omatídeo;
d) tubos de Malpighi - trato digestório;
e) asas - tórax.
8) 8) (PUCC) Os insetos vulgarmente chamados de "traças-dos-livros" são:
a) sifonápteros
b) metábolos
c) odonatas
d) ametábolos
9) 9) (FUND. CARLOS CHAGAS) Dos seguintes animais, o que perderia menor quantidade de água pela superfície do corpo, quando exposto ao ar, seria:
a) a minhoca
b) o sapo
c) a barata
d) o homem
e) a lesma
10 10) (MED. UBERLÂNDIA) São características de insetos e aracnídeos, respectivamente:
a) 2 quelíceras - 4 quelíceras;
b) divisão do corpo em: cabeça, tórax e abdômen - divisão em: cefalotórax e abdômen;
c) 2 antenas - 4 antenas;
d) 2 antenas e seis patas - 2 antenas e 8 patas;
1111) (POUSO ALEGRE) Estudos feitos com certos animais, principalmente insetos sociais, permitiram evidenciar a presença de certas substâncias que agiam como mensageiros químicos entre o indivíduos. As substâncias em questão são designadas pelo nome de:
a) geléia real
b) hormônio
c) ferormônio
d) odor animal
e) erudina
12 12) (FUND. CARLOS CHAGAS) A abertura anal acrescenta às suas funções específicas as funções de um nefridióporo nos:
a) platielmintos
b) nematóides
c) moluscos
d) crustáceos
e) insetos
13 13) (FUVEST) Os artrópodos apresentam, entre outras características, pernas articuladas. Dentre eles, os que têm o corpo dividido em: cabeça, tórax e abdômen, e três pares de patas, são os:
a) crustáceos
b) aracnídeos
c) insetos
d) escorpiões
e) miriápodes
14 14) O gafanhoto, a aranha e o camarão têm em comum:
a) um par de antenas;
b) o corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen;
c) a respiração traqueal;
d) pertencerem ao filo dos artrópodos;
e) possuírem 3 pares de patas articuladas.
15 15) (MED. ABC) Artrópodos e anelídeos possuem como características comuns:
a) metamerismo do corpo e tipo de sistema nervoso;
b) tipo de sistema nervoso e sistema vascular sangüíneo aberto;
c) sistema vascular sangüíneo aberto e celoma reduzido;
d) celoma reduzido e metamerismo do corpo;
e) celoma reduzido e tipo de sistema nervoso.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
SIMULADOS DO TERCEIRO PERÍODO - 1º e 2º ano EM
Meus queridos, os conteúdos são os seguites:
PRIMEIRO ANO - Relações ecológicas entre os seres vivos (!)
Seres vivos - atenção especial para as doenças causadas por animais (vermes)
SEGUNDO ANO - Transporte através da membrana
DNA - RNA - Tradução.
Genética (probabilidade simples, homozigose, heterozigose)
Heredogramas.
Estudem com calma revendo os conteúdos já trabalhados.
PRIMEIRO ANO - Relações ecológicas entre os seres vivos (!)
Seres vivos - atenção especial para as doenças causadas por animais (vermes)
SEGUNDO ANO - Transporte através da membrana
DNA - RNA - Tradução.
Genética (probabilidade simples, homozigose, heterozigose)
Heredogramas.
Estudem com calma revendo os conteúdos já trabalhados.
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Material para o 2º ano SG
MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGUINEOS DO SISTEMA ABO
- Numa lâmina colocam-se duas gotas de soro anti-A e duas gotas de soro anti-B separados.
- Mistura-se em cada um deles um pouco de sangue do indivíduo a que se vai determinar o grupo sanguíneo e então quatro casos podem ocorrer:
* Ou o sangue não fica aglutinado em nenhum dos soros e pertence ao grupo O;
* Ou aglutina-se só no soro anti-A e pertence ao grupo A;
* Ou aglutina-se só no soro anti-B e pertence ao grupo B;
* Ou aglutina-se nos dois soros e pertence ao grupo AB.
- Mistura-se em cada um deles um pouco de sangue do indivíduo a que se vai determinar o grupo sanguíneo e então quatro casos podem ocorrer:
* Ou o sangue não fica aglutinado em nenhum dos soros e pertence ao grupo O;
* Ou aglutina-se só no soro anti-A e pertence ao grupo A;
* Ou aglutina-se só no soro anti-B e pertence ao grupo B;
* Ou aglutina-se nos dois soros e pertence ao grupo AB.
Nota: A aglutinação é quase sempre bem visível a olho nú, mas para não haver dúvidas, devem observar-se as lâminas ao microscópico com pequena ampliação.
A figura que se segue, permite observar a determinação dos grupos sanguíneos do sistema ABO.
Figura - Determinação dos grupos sanguíneos do sistema ABO
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Contribuição da Ana Cecília 2º ano A de Niterói!
Uma contribuição bem legal da Ana! Vai o link: http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso1.asp .
Vale a pena dar uma boa olhada!
Valeu Aninha! É isso ai!
Vale a pena dar uma boa olhada!
Valeu Aninha! É isso ai!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
PRIMEIRO ANO, mais material, anelídeos e artropodos
Pessoal links para material sobre anelídeos e artropodos.
Os links 1 e 2 são para serem baixados primeiro, depois o 3.
Vou postar exercícios depois. Aguardem.
Os links 1 e 2 são para serem baixados primeiro, depois o 3.
Vou postar exercícios depois. Aguardem.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
PRIMEIRO ANO, material sobre nematelmintos.
Nematódeos de interesse médico
Nematelmintos — Vermes Cilíndricos (Filo Aschelminthes)
O filo Aschelminthes (do grego askos, ‘pequeno saco’, ‘envoltório’, e helmins, ‘verme’) é um dos maiores filos da Zoologia em número de indivíduos viventes. Existem espécies parasitas, mas a maioria é de vida livre. Os asquelmintos de vida livre habitam o solo úmido, a areia dos desertos e das praias, a água estagnada, o mar. Os parasitas infestam os animais e as raízes, frutos e outras partes das plantas. Todos possuem o corpo protegido por uma película ou cutícula resistente, em função da qual foi dado o nome do filo.
Os asquelmintos são animais de simetria bilateral triploblástico, porém pseudocelomados, isto é, a cavidade do corpo não é "totalmente" revestida por folhetos mesodérmicos. Essa cavidade é limitada, por um lado, por músculos (de origem mesodérmica), mas, por outra lado, ela é limitada pela parede do tubo digestivo (de origem endodérmica). Logo, nestes animais, não existe um celoma verdadeiro, e sim um "falso celoma" ou pseudoceloma. Os asquelmintos são os únicos pseudocelomados na escala animal.
Os nematódeos (do grego nematos, ’filamento’, e eidos, ‘semelhante’) são todos cilíndricos e alongados. Corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. Sistema digestivo completo, possuindo boca e ânus. O sistema nervoso é formado de um anel anterior, que circunda a faringe, e cordões nervosos longitudinais relacionados com aquele anel. O sistema locomotor é estruturado em camadas musculares longitudinais situadas logo abaixo da epiderme. As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Não há movimentos laterais. Todos os nematódeos são unissexuados (animais dióico), ou seja, têm sexos separados — machos e fêmeas distintos. Em alguns, há até nítido dimorfismo sexual (o macho é bem diferente da fêmea).
Não há estruturas flageladas nem ciliadas nesses animais. Nem mesmo os espermatozóides possuem flagelos. Eles se locomovem por meio de pseudópodos, com movimentos amebóides.
Os nematódeos não possuem sangue, sistema circulatório nem sistema respiratório. A respiração é anaeróbia.
Os principais nematódeos parasitas da espécie humana são:
a) Ascaris lumbricoides. O macho (cerca de 15 cm) é um pouco menor que a fêmea e tem a extremidade posterior enrodilhada. Parasita do intestino delgado. Contágio direto pela ingestão de água e alimentos contaminados com ovos de verme. O parasita passa por um ciclo no organismo humano, durante o qual a larva atravessa a parede do intestino, cai na circulação, vai ao fígado e depois aos pulmões, onde evolui parcialmente. Depois, prossegue pelos bronquíolos, brônquios, traqueia, laringe, glote, faringe, esôfago, estômago e, finalmente, retorna ao intestino, onde termina a evolução. A ascaridíase ou ascaridíase provoca distúrbios digestivos não muito acentuados e cólicas vagas; só quando o número de vermes se torna muito grande é que surge o grave perigo de obstrução intestinal por novelos de áscaris.
b) Ancylostoma duodenale e Necator americanus. São dois vermes muitos parecidos (cerca de 1,5 cm). Os ancilóstomos possuem uma espécie de boca com dentes que servem para "morder" a mucosa intestinal, fazendo-a sangrar. Esses parasitas alimentam-se de sangue. O necátor não possui dentes, mas lâminas cortantes na boca, que são usadas com a mesma finalidade. Isso provoca uma constante perda sanguínea no doente, que vai ficando anêmico e enfraquecido. É isso que justifica o nome popular de "amarelão" ou "opilação" que é dado à ancilostomose e à necatorose. Os ovos desses vermes são eliminados nas fezes e contaminam o solo, onde liberam larvas. Essas larvas têm a capacidade de penetrar pela pele das pessoas que andam descalças, sendo essa a principal via de propagação da doença. O uso de calçados constitui-se no melhor meio de profilaxia da ancilostomose.
c) Ancylostoma caninum. É um parasita muito comum de cães. Todavia, sua larva pode penetrar na pele humana, onde cava túneis e provoca sensações de ardência e coceira extremamente incômodas. O contágio ocorre frequentemente na areia das praias, onde os cães portadores da verminose defecam, ali deixando os ovos embrionados do parasita. A larva desse verme é conhecida como larva mígrans o bicho geográfico.
d) Enterobius (Oxyurus) vermicularis. É um dos vermes de maior disseminação entre crianças, embora também ocorra em adultos. Pequenino e numerosíssimo, o oxiúro prolifera nas porções baixas do intestino grosso, de onde migra para o reto, nas imediações do ânus, principalmente à noite. A intensa movimentação dos vermes ocasiona uma irritante coceira no ânus, que identifica logo a oxiuríase.
e) Wuchereria bancrofti. Também conhecida como filária de Bancroft, é um verme extra intestinal, pois se localiza nos vasos linfáticos. A fêmea é maior que o macho, podendo alcançar 10 cm de comprimento. A presença do verme nos vaso linfática ocasiona a dificuldade circulatória da linfa, isto é, estase linfática. Há derramem de líquidos para os tecidos vizinhos, com aparecimento de edema (inchação) progressivo, que pode levar aquela parte do corpo a dimensões desproporcionais. Partes do corpo como mamas, bolsa escrotal e pernas assumem proporções chocantes. Essa doença tornou-se conhecida popularmente como "elefantíase". Cientificamente, é a filariose ou wuquererose. O contágio é indireto, exigindo a participação de um transmissor ou vetor — o mosquito Culex fatigan. A larva desse verme é chamada microfilária e é mais facilmente encontrada no sangue do doente quando colhido à noite. Durante o dia, essas larvas se recolhem à circulação profunda dos grandes vasos.

Clicando aqui, você baixa uma apresentação em Power Point e os exercícios para fazer. Nematelmintos_PL.zip
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
NOVIDADE PARA O 2º ANO!!!
A novidade é que vocês podem baixar a prova do segundo período corrigida clicando aqui!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Vídeos sobre síntese de proteínas
Achei uns vídeos no youtube sobre tradução.
Seguem alguns links: http://www.youtube.com/watch?v=GwsMYCUqVSE&feature=related;http://www.youtube.com/watch?v=RqXhH-qGIiY&feature=related;este é com legendas!.
Espero que vocês aproveitem esses materiais. Este aqui é em portugues: para baixar clique aqui
Seguem alguns links: http://www.youtube.com/watch?v=GwsMYCUqVSE&feature=related;http://www.youtube.com/watch?v=RqXhH-qGIiY&feature=related;este é com legendas!.
Espero que vocês aproveitem esses materiais. Este aqui é em portugues: para baixar clique aqui
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Atendendo solicitação da Camila: Rh.
A eritroblastose (do grego eritro, "vermelho" e blastos, "germe", "broto") fetal, doença de Rhesus, doença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido ocorre quando uma mãe de Rh- que já tenha tido uma criança com Rh+ (ou que tenha tido contacto com sangue Rh+, numa transfusão de sangue que não tenha respeitado as regras devidas) dá à luz uma criança com Rh+. Depois do primeiro parto, ou da transfusão acidental, o sangue da mãe entra em contacto com o sangue do feto e cria anticorpos contra os antígenos presentes nas hemácias caracterizadas pelo Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança. Esta reação nem sempre ocorre e é menos provável se a criança tiver os antigênicos A ou B e a mãe não os tiver.
Os anticorpos anti-Rh não existem naturalmente no sangue das pessoas, sendo fabricados apenas por indivíduos Rh-, quando estes recebem transfusões de sangue Rh+. Pessoas Rh+ nunca produzem anticorpos anti-Rh, pois se o fizessem provocariam a destruição de suas próprias hemácias.
No passado, a incompatibilidade podia resultar na morte da mãe ou do feto, sendo, também, uma causa importante de incapacidade em longo prazo - incluindo danos cerebrais e insuficiência hepática. A situação era tratada através da transfusão do sangue do bebê, caso este sobrevivesse, logo após o nascimento ou, mais raramente (e com alguma controvérsia) através de terapia fetal, como em 1963 - altura em que se realizou a primeira transfusão de sangue a um feto, em Salvador-Bahia. Hoje, com 47 anos Raimundo é um adulto saudável, locutor de rádio. A transfusão foi um sucesso, apesar de a prática já não ser mais comum. Hoje se pode tratar com alguns antisoros anti-Rh(+) (Mathergan, Partogama, Rhophylac ou RhoGAM - esta última também designada por imunoglobulina anti-D, em referência ao antigénio D, o mais importante antigénio do fator Rh). Nesse caso, sempre que uma mãe tenha sangue RhD negativo (o D refere-se especificamente ao antigénio D - não aparece nas habituais análises para determinação do grupo sanguíneo), é importante saber o tipo sanguíneo do pai. Exames intra útero para saber o tipo sanguíneo do bebê são contra indicados, para que não haja troca. A injeção de imunoglobulina pode ser administrada algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.
Sensibilização materna
Mulheres Rh- produzem anticorpos anti-Rh ao gerarem filhos Rh+. Durante a gravidez, e principalmente na hora do parto, ocorrem rupturas na placenta, com passagem de hemácias da criança Rh+ para a circulação da mãe. Isso estimula a produção de anticorpos anti-Rh e adquirir a memória imunitária, ficando sensibilizada quanto ao fator Rh.
Na primeira gravidez a sensibilização é geralmente pequena e o nível de anticorpos no sangue não chega a afetar a criança. Na hora do parto, porém, a sensibilização é grande, de modo que, em uma segunda gestação, se o feto for Rh+, o sistema imunológico já está preparado e "vacinado" contra o fator Rh+, os anticorpos anti-Rh atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, processo que ocorre incessantemente ao longo de todo período da gestação, facilitando assim um aborto natural.
Sintomas e tratamento
A destruição das hemácias leva à anemia profunda, e o recém-nascido adquire icterícia (pele amarelada), devido ao acúmulo de bilirrubina, produzida no fígado a partir de hemoglobina das hemácias destruídas. Como resposta à anemia, são produzidas e lançadas no sangue hemácias imaturas, chamadas de eritroblastos. A doença é chamada de Eritroblastose Fetal pelo fato de haver eritroblastos em circulação ou doença hemolítica do recém-nascido.
Se o grau de sensibilização da mãe é pequeno, os problemas se manifestam apenas após a criança nascer. Nesse caso, costuma-se substituir todo o sangue da criança por sangue Rh-. Com isso, os anticorpos presentes no organismo não terão hemácias para aglutinar. Como as hemácias têm em média três meses de vida, as hemácias transferidas vão sendo gradualmente substituídas por outras fabricadas pela própria criança. Quando o processo de substituição total ocorrer, já não haverá mais anticorpos da mãe na circulação do filho.
Logo após uma mulher Rh- dar à luz um filho Rh+, injeta-se nela uma quantidade de anticorpos anti-Rh, imunoglobulina, cuja a função é destruir rapidamente as hemácias fetais Rh+ que penetram na circulação da mãe durante o parto, antes que elas sensibilizem a mulher, para que não haja problemas nas seguintes gestações.
A vacina injetada, chamada de Rhogan, na mãe é retirada de apenas um homem no mundo, James Harrison.
Os anticorpos Anti-Rh são responsáveis por uma doença conhecida como eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido, que decorre da incompatibilidade sangüínea entre a mãe e o feto (ela Rh- e ele Rh+), resultando na destruição das hemácias do feto pelos anticorpos Anti-Rh produzidos pela mãe.
Em 1951, eram conhecidos nove sistemas de grupos sangüíneos: Atualmente, são 23.
Sistema, ou fator Rh, é uma determinação proposta em 1940, segundo estudos de dois pesquisadores: Landsteiner e Wiener, após verificação da produção de anticorpos em resposta à reação da administração do sangue de um macaco (Rhesus) em cobaias, que assimilaram o sangue da transfusão como substância estranha (antígeno).
Concluíram que nas hemácias do macaco existia um antígeno, denominado de fator Rh e o anticorpo produzido pela cobaia, denominado de anti-Rh. Dessa forma, os indivíduos que apresentam o fator Rh passaram a ser conhecidos como Rh+, possuindo genótipo RR ou Rr. Aos indivíduos que não apresentam o fator, receberam denominação Rh- manifestando genótipo, normalmente recessivos, rr.
A partir de então, fez-se necessário nos procedimentos de transfusão sanguínea, a verificação do fator Rh. Se o receptor possuir fator Rh-, só poderá receber sangue Rh-. Caso receba sangue Rh+, o sistema imunológico reagirá, provocando hemólise (ruptura da membrana da hemácia).
O contrário do indivíduo portador do fator Rh+, que não possuindo o antígeno, ao receber sangue Rh-, não desencadeará reações imunológicas.
Assim:
Um portador Rh+ poderá receber doação de Rh+ e Rh-;
Um portador Rh- somente pode receber de Rh-.
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